Eu Cuido Assim! Maternidade integral: um sonho real intenso

Após a maternidade, nada é tão importante quanto cuidar do bem mais precioso, frágil e dependente que é um filho. É por isso que muitas mães decidem pausar carreiras para se dedicarem à primeira etapa, e por vezes, à infância da criança. Essa não é uma decisão fácil, mas foi isso que a jornalista Ana Caroline fez quando terminou sua licença maternidade. Ela decidiu se dedicar integralmente ao seu filho, Alexandre, no seu primeiro ano de vida.

M eu filho mudou minha vida. O que essa frase tem de clichê, tem de verdade.

Com um nascimento, há um renascimento. A mulher se transforma, reavalia prioridades, toma decisões. E foi assim comigo. No momento que meu Alexandre nasceu, tive a certeza que não poderia me separar dele. Então, decidi que abriria mão do meu trabalho, tão estável e recompensador, para me dedicar integralmente à ele. E foi, de longe, a melhor decisão da minha vida.

Nos primeiros meses, só conseguia pensar em fraldas, amamentação, cuidados com o bebê, puerpério. Mergulhei em um universo onde não havia outra coisa, além de ser mãe. Eu estava lá no primeiro passo dele, no primeiro sorriso, na primeira papinha, na primeira palavra. Mas, apesar de ser um sonho real, a maternidade integral foi intensa demais para mim. Com o tempo, comecei a sentir falta de quem eu era. De pensar em outras coisas. Estava começando a ficar neurótica. Lia vários blogs e livros, participava de diversos grupos de conversa, marcava um milhão de consultas com pediatras. Estava ficando estressada, vejam só, por estar realizando um sonho.

Meus planos de brincar e me divertir com meu bebê foram transformados em várias e várias horas me lamentando por não cuidar direito, não fazer como fulana ou sicrana, não enxergar um futuro diferente. Decidi, então, que queria voltar a trabalhar, mas não sabia nem por onde começar.

Teria que deixá-lo no berçário ou com babá? Tentaria uma profissão diferente ou prestaria concurso? Então, pedi a Deus um sinal. E, uma semana após o aniversário de um ano do Alexandre, recebi a ligação que mudaria minha vida. Voltei a trabalhar, coloquei Alê integralmente no berçário e desde então, estou tentando renascer. O começo não foi fácil. Conciliar trabalho, filho, esposo e casa é como estar em uma corda bamba. Mas, faz com que eu me sinta viva. E tenho recebido muito apoio da minha família e colegas.

Porém, não é assim para todo mundo. Infelizmente, voltar a trabalhar ou ficar em casa não é opção para muitas mulheres, mas uma necessidade. Muitas se sentem sobrecarregadas, estressadas e esgotadas, e ainda assim precisam prosseguir. Pela família, pelos filhos, por elas mesmas. E tudo o que elas mais querem, além do poder de decisão, é o não julgamento. Então, querido leitor, não critique uma mãe por suas escolhas. Parar de trabalhar ou colocar o bebê pequeno no berçário não faz ninguém mais ou menos mãe. E só sabe o que passa, quem vive.

Ana Caroline Ribeiro é jornalista, esposa e mãe do Alexandre.

Esse depoimento da Ana Caroline nos faz refletir o quanto a mulher sofre com as pressões, de todos os lados após ter um filho, e o pior, independente da escolha. Que a gente encontre mais compreensão e menos julgamentos nessa vida. Até a próxima.

Jornalista que desde sempre ama livros, desenhos e vê o mundo de forma lúdica. Se sente completa por ser mãe da Laura e sua missão é fazer sua pequena feliz!

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