A saga da gestação

      Recebendo a notícia.
Quando descobri que estávamos grávidos tive uma reação que surpreendeu até a mim mesmo, aceitei aquilo numa boa e quase que instantaneamente senti uma euforia inexplicável. Eu estava no serviço quando ela me ligou me pedindo pra ir buscá- la no hospital e que tinha algo a me dizer que não poderia falar por telefone, por aí eu já suspeitei o que seria. Quando cheguei la confirmei minha suspeita. Até hoje não consigo descrever a reação da Gi, pois ela parecia não acreditar naquela noticia. Depois ainda fizemos um outro exame pra confirmar. Então saímos do hospital, deixei ela em casa e voltei pra o trabalho. Mas minha cabeça não estava no trabalho. Demorei muitas horas pra assimilar aquela informação e nós passamos uns dois dias sem contar para ninguém. Depois falamos pra nossa família (a reação de todos foi de muita euforia. Ficamos surpresos) e amigos mais próximos. Depois de alguns dias a Gi publicou no Facebook.

      Enjoos
Os primeiros meses de gestação demoraram passar pois a Gi teve muitos enjoos.
Teve uma ocasião interessante. A Gi incutida com alimentação saudável comprou um sal light e ao começarmos a cozinhar com ele sentimos a comida amargar. No entanto, associamos isso a gravidez  e demoramos a assimilar que era por causa do sal. Ainda ríamos por eu estar sentindo os mesmos sintomas que ela. Sei que passamos vários dias sentindo tudo amargo até que um dia fui fazer uma salada e percebi que o problema todo era o sal.

      O Crescimento da barriga
Quanto à barriga da Gisele, sempre tive um pouco de medo dela crescer muito  durante a gravidez, principalmente para os lados, mas até que apesar dela ter engordado mais de 20kg, se tornou uma grávida linda, sua barriga ficou redondinha e sua pele melhorou. Mas pegar ela no colo era quase impossível (rsrs), admito. Me lembro que quando estávamos no sexto mês ela ja havia engordado o limite para toda a gravidez (12 kg).

      As câimbras
A essas alturas ela sentia muitas câimbras a noite e várias vezes acordei no grito (rsrs) “ajuda amor, ajuda amor, câimbra, nessa perna aqui óh”… (rsrsrs) daí eu conseguia aliviar a dor em segundos com alongamento e massagem.

      Os ultrassons
A Gi fez muitas ultrassons. Quando ela sentia algumas dores lá íamos nós para o hospital. Quase todas as vezes o médico pedia ultrassom para averiguar a saúde da bebê. Mas um dia marcante foi quando fizemos a ultrassom morfológica que dava pra ver os traços do bebê com detalhes. A emoção foi única e indescritível. O narizinho dela era a cópia do nariz do vovô materno.

      Conversas com o Bebê
Desde antes de ter se desenvolvido a audição da bebê nós já conversávamos com ela. Isso foi importante para criarmos esse hábito. Depois do sexto mês começamos a ler histórinhas para a Laura e isso ocorreu até o ultimo dia na barriga.

      O último mês
Durante o nono mês da gestação nós quase viramos inquilinos do hospital(rsrs). Toda dor que a Gi sentia a gente imaginava que tinha chegado a hora. A partir de 34 semanas a Gi começou a ter contrações de treinamento (leia aqui a respeito). Sentia um pouco de tristeza pela Gi, pois as dores eram terríveis. Mas graças a Deus foram apenas sustos. Com 35 semanas de gestação as contrações ficaram mais fortes. Era um domingo e minha sogra estava em nossa casa dando uma geral. A Gi começou a sentir muitas dores e então pediu pra que eu a levasse ao Pronto Atendimento. Arrumamos a mala da maternidade às pressas e fomos. Chegando lá constatamos que ela estava com 2 cm de dilatação. No fim das contas, após passarmos uma noite na maternidade onde ela daria a luz,  dilatar 3 cm, constatou-se que era um falso trabalho de parto.

      Preparação para o parto
A Gisele sempre quis o parto normal, desde antes mesmo de engravidar ela já pensava assim e eu admirava muito visto que hoje em dia o número de mulheres a pensar dessa forma só vem diminuindo. É tanto que toda vez que a Gi falava de sua opção as amigas ficavam estupefatas e tentavam desencoraja-la de todas as maneiras.

      O parto
O parto foi um evento a parte, inclusive farei um post só sobre ele.
Tentamos de todo jeito realizar o parto natural, mas infelizmente o trabalho de parto não evoluiu e a Gi acabou sendo submetida a uma cesariana. Eu que sempre dizia que não assistiria ao parto de jeito nenhum resolvi de ultima hora assistir. E foi a melhor coisa que fiz, pois a Gi estava muito assustada e minha presença ali a acalmou sensivelmente. E o parto foi maravilhoso, tinha uma grande equipe que nos acolheu muito bem, tiramos muitas fotos e pude escutar o primeiro choro da minha princesinha. Posso dizer que foi amor a primeira vista. Quando a peguei no colo pela primeira vez tive a certeza que aquele era o momento de maior felicidade de nossas vidas.
Laura pesou 3.358 gramas e mediu 49 cm ao nascer. Ela nasceu praticamente com os olhinhos abertos (rsrs). Aquele momento representou a largada  da nossa aventura como pais de primeira viagem.

 

Pai da Laura. Xinguarense de nascença e Palmense de coração; Analista de Sistemas e amante de tecnologias; Bombeiro Militar; Sou apaixonado por natureza, motos, viagens e aventuras.

2 thoughts on “A saga da gestação

    1. Olá Ana, quanto às dores nas costas, é comum principalmente no final da gestação. Não chegamos a usar o colchão ortopédico, mas realmente ele é indicado para dores nas costas.

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